domingo, 17 de maio de 2015

TIBETE, MAGIA E MISTÉRIO Alexandra David-Neel



Neste maravilhoso livro, Tibete, Magia e Mistério, a autora apresenta uma amostra do conhecimento da única tradição esotérica, que se espalha em nosso mundo (retomando força, atualmente), levando a uma pesquisa psíquica com o mesmo rigor de uma honesta investigação científica.

Se assim continuar, segundo a própria autora, 'tais pesquisas devem ajudar a elucidar o mecanismo dos assim chamados milagres. E uma vez que o milagre seja explicado, já não será mais milagre'.

A autora conheceu pessoalmente o Lama Kazi Dawa Samdup, autor de importantes traduções para o inglês dos textos tibetanos mais importantes, como O Bardo Thodol (clique no título desse livro, à venda na loja virtual ESOTERA) e 'Os Sete Livros Sapienciais do Mahaiana', para o entendimento dos quais, esta obra pode servir como leitura introdutória.




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QUEM FOI ALEXANDRA DAVID-NEEL
 

Alexandra David-Neel foi a primeira mulher ocidental a visitar Lhasa, a capital sagrada e proibida do Tibete, onde chegou em 1924, caminhando e disfarçada de mendiga tibetana.

Nasceu em Paris em 1868, antes dos 20 anos já contava em seu currículo com um livro de ideologia anarquista, uma viagem de bicicleta por Espanha, Itália e Suíça e estudos na Sociedade Teosófica com Madame Blavatsky.

Aos 25 já havia viajado para a Índia e a Tunísia. Nesse país estudou o Alcorão e praticou a religião islâmica

Conheceu o engenheiro ferroviário Philippe Neel, com o qual contraiu matrimônio em 1904, porém ela não havia nascido para viver casada, e sete anos depois, quando aos 43, fez as malas, deixou plantado o engenheiro e empreendeu viagem ao Egito, e de lá para o Ceilão, a Índia, o Sikkim, o Nepal e o Tibete.

Em 1912, em Kalimpong, converteu-se na primeira mulher ocidental a ser recebida pelo dalai-lama.

Na Índia conhece o que seria seu companheiro de aventuras pelo resto de sua vida, o jovem tibetano de 14 anos Yongden, que adotaria anos depois. Viaja para a Coreia e o Japão, onde tem como anfitriã a esposa de D. T. Suzuki.

Vive durante dois anos no monastério chinês de Kumbum, perto da Mongólia, estudando manuscritos budistas. Os monges a consideram uma irmã e a chamam de “lâmpada da sabedoria”.

Porém, Alexandra tem uma pendência: em sua anterior estada no Tibete, não pôde chegar à capital, Lhasa, a cidade proibida. Decide empreender de novo a aventura, e em 1921 parte com Yongden, três servos e sete mulas.

A viagem é perigosa por causa dos salteadores, do duríssimo clima e da complicada geografia, com passagens em montanha de 5 mil metros de altitude. E se não fosse pouco, os funcionários chineses e tibetanos se dedicam a obstaculizar a viagem.

Todas as vicissitudes dessa expedição são narradas por Alexandra David-Neel em sua obra Viagem a Lhasa.

Por fim, depois de três anos, disfarçada de mendiga tibetana, com o cabelo comprido e o rosto escurecido com graxa e cinzas, chega à cidade proibida.

Só seu afilhado, Yongden, permaneceu a seu lado.

Alexandra fica dois meses em Lhasa e logo regressa a Paris, descobrindo que acabara de se converter em uma celebridade.

Escreve vários livros, entre eles outra de suas obras mais célebres, Tibete, Magia e Mistério. De todas as partes a chamam para dar conferências.

Finalmente se estabelece em Digne, nos Alpes Franceses, onde segue escrevendo abundante produção literária, sempre acerca de suas viagens e o que nelas descobriu.

Em 1955, morre Yongden.

Em 1969, às vésperas de cumprir 101 anos e pouco antes de sua morte, Alexandra corre para renovar seu passaporte, "porque nunca se sabe".

Em 1973, as cinzas de Alexandra e Yongden são jogadas nas águas do sagrado rio Ganges.














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