domingo, 24 de maio de 2015

A DOUTRINA SECRETA - BLAVATSKY



A Doutrina Secreta, de autoria da grande mestra da Teosofia Helena Petrovna Blavatsky baseia-se na análise e interpretação das Estâncias de Dzyan, que esotericamente é considerado o livro mais antigo da humanidade, onde se revela a origem do Cosmo, do nosso universo e das Chispas Divinas que somos.

O livro das Estâncias de Dzyan em essência não é muito longo, são sete Estâncias ou curtos capítulos, escritos em uma linguagem simbólica tão condensada, que desvelá-lo e explicá-lo necessita de centenas de páginas.

Inclusive Madame Blavatsky, em suas explicações, nos desvela à exaustão os significados de todas as palavras do que as estâncias dizem. Essa é a maior e mais sábia obra que existe sobre metafísica, e ainda não houve autor que faça outro largo escrito dentro desse gênero que a supere, nem sequer que lhe aproxime, ainda que muitos tenham tentado e uns quantos ousados escritores tenham dito que o que eles publicaram seja semelhante ao desvelado por Blavatsky.

A Doutrina Secreta começou a ser escrita por Blavatsky no dia 23 de maio de 1879 e foi publicada pela primeira vez em Londres em outubro de 1888 em uma edição de 500 exemplares, que se esgotou antes mesmo de sua saída.

Em vista do difícil e longo conteúdo da Doutrina Secreta, que foi dividido em muitos países em seis tomos de aproximadamente 300 páginas cada tomo, cada vez menos pessoas a leem, até o ponto que há grupos espirituais que nem sequer a conhecem.

Todo estudante sincero e consagrado ao estudo da metafísica, em algum momento de sua vida terá de estudar a Doutrina Secreta e ter contato com a fonte sagrada de todos esses estudos.

A obra original de HPB foi escrita há menos de 150 anos e já é um dos maiores clássicos da literatura mundial de todos os tempos. Não há algo comparável a ela na literatura esotérica ou filosófica produzida e publicada nos últimos 3 mil anos. 

Para a sua leitura é necessário um esforço especial. A abordagem meramente intelectual tem pouco valor. A obra exige o despertar de uma intuição universal na consciência do leitor, algo que o seu estudo paciente possibilita e estimula.


Apesar dos desafios, A Doutrina Secreta revela muito mais da sabedoria eterna do que, por exemplo,  a obras de Platão, na Grécia antiga. Acompanhada de outros escritos de H.P. Blavatsky, a obra máxima da literatura esotérica moderna decodifica as principais religiões e filosofias de todos os tempos e define as grandes linhas da religião, da ciência e da filosofia do futuro.

Inicialmente, somente dois volumes de A Doutrina Secreta foram lançados ao público, e os outros dois, deixados à parte, para que os Mestres da Grande Fraternidade Branca percebessem algum real interesse por parte da Humanidade com relação ao Conhecimento Superior.

Sobre isso, afirma HPB: “Até aqui foram dados os esboços gerais das crenças e princípios das primeiras e arcaicas Raças, contidos nos registros Escritos, até agora secretos. Mas nossas explicações não estão de modo algum completas; e elas não têm a pretensão de divulgar todo o texto, que foi lido com ajuda de apenas três ou quatro chaves, das sete chaves de interpretação esotérica que há.

E mesmo isso só foi conseguido em parte. O trabalho é demasiado gigantesco para que uma pessoa tente fazê-lo individualmente, e ainda mais, para que possa completá-lo.

Nossa principal meta foi simplesmente preparar o solo. Isso, nós pensamos confiantemente que foi feito. Estes dois volumes constituem apenas o trabalho de uma pioneira que abriu seu caminho na floresta quase impenetrável e virgem da Terra do Oculto.

http://www.esotera.com.br/loja/livros/blavatsky
Foi iniciada a tarefa de destruir as raízes e derrubar as mortais árvores upas da superstição, do preconceito e da ignorância arrogante, de modo que estes dois volumes devem constituir para o estudante um prelúdio adequado dos volumes 3 e 4.

Enquanto o lixo acumulado durante as Eras não for afastado das mentes dos teosofistas a quem estes volumes são dedicados, é impossível que o ensinamento mais prático contido no Terceiro Volume seja compreendido.

Em consequência disso, a questão sobre se os dois últimos volumes serão publicados algum dia – embora eles estejam quase prontos – depende inteiramente do que os teosofistas e místicos fizerem, quando tiverem em suas mãos os volumes I e II”.



Por que A Doutrina Secreta É Fundamental

A Doutrina Secreta de Helena Petrovna Blavatsky tem sido reverenciada universalmente porque provê a base para todos os ensinamentos seminais da chamada Nova Era. Desde Gurdjieff até Samael Aun Weor, desde Alan Watts até David Spangler, desde Sigmund Freud e Carl Jung até Wassily Kandinsky e seus muitos sucessores, desde Alice Bailey até Edgar Mitchell, desde Manly Palmer Hall até William Irwin Thompson, desde Rudolf Steiner até John White, desde Edgar Cayce até Ken Wilber... investigações cuidadosas mostraram que o enfoque da filosofia perenne que A Doutrina Secreta apresenta, provê um fundamento para a obra de ditos e reconhecidos líderes da Nova Era, e a miúdo para suas teses principais.

De similar origem é o apaixonado e universal interesse em diversas práticas e ensinamentos de interesse geral. Exemplos disso são o interesse em diversas formas de meditação por um lado, e a atração mesmerizante de certas pedras preciosas e semipreciosas por outro.

O mesmo se pode dizer sobre incontáveis crenças e práticas adicionais, cujos efeitos psicobiológicos são amiúde investigados por cientistas. Da mesma forma, demonstrou-se que o renascimento cultural do Japão, da Índia e outros países asiáticos (o qual tem sido seminal na criação de numerosos êxitos do século 20) teve sua origem em grande parte graças ao trabalho de Blavatsky e seus mestres.

Ainda assim, e apesar de sua tremenda influência, tudo agora dá a indicar que os elementos mais profundos da Doutrina Secreta, os que têm uma fonte psicológica, não se explorou até agora. E, sem embargo, é precisamente em ditos fatores psicológicos que A Doutrina Secreta aponta para o próprio coração da doutrina secreta da mui antiga e profundamente influente filosofia perenne.

Esses elementos, como se mostra mais adiante, implicam que é indispensável tomar em consideração os ensinamentos psicológicos dessa obra. Se não se tomam em conta os fatores psicológicos, é praticamente impossível compreender de que se trata a magna obra de Blavatsky, e é quase inevitável cair em confusões, e em más interpretações.

Limitações metafísicas

Apesar disso, no passado se tomou como aceito que A Doutrina Secreta é estritamente um tratado de metafísica. Dita concentração sobre os aspectos metafísicos da magnum opus de Blavatsky gerou uma grande produção, dedicada ao que se poderiam considerar os aspectos intelectuais do ensinamento perenne

Ao mesmo tempo, essa concentração também resultou, lamentavelmente, em que ditos estudos estejam repletos de limitações, com consequências muito consideráveis, e não sempre felizes. O mesmo se poderia dizer com respeito a estudos realizados no século 20 sobre a filosofia perenne, e sobre os ensinamentos do movimento da Nova Era.

Mesmo assim, a perspectiva psicológica da Doutrina Secreta - que é a base dA DoutrinaSecreta e dos ensinamentos perennes - nos revela conexões previamente inesperadas com a obra de Jiddu Krishnamurti. Foi demonstrado, mediante investigações muito cuidadosas, que essas conexões resultam ser indispensáveis para poder compreender melhor não só a Blavatsky (HPB), senão também a Krishnamurti.

O ponto mais importante em referência a essas relações íntimas se poderia expressar da seguinte maneira: A essência da Doutrina Secreta, assim como das intuições e observações de Krishnamurti, é a transformação humana.

A expressão "transformação humana" se identifica muito intimamente com Krishnamurti - existe até uma série de seus vídeos que se chama A Transformação do Homem. Sem embargo, quiçá lhe soa algo estranha a um estudante tradicionalista da grande obra de H. P. Blavatsky. 

Isso se poderia atribuir ao fato de que, historicamente, estudos sobre A Doutrina Secreta têm enfatizado os aspectos metafísicos dos ensinamentos, e não têm tomado em conta suas muitas outras dimensões, particularmente a psicológica. Até agora, essa ênfase teve consequências extraordinárias, pois muitíssimas dos ensinamentos da Nova Era - os quais, recordemos, devem toda a sua origem ao trabalho de HPB - têm feito o mesmo, e interpretado A Doutrina Secreta como se esta se tratasse exclusivamente de um ensinamento metafísico.

Os estudos sobre a filosofia perenne no século 20 têm seguido um padrão similar, pois todos eles tomaram como premissa fundamental a presunção de que A Doutrina Secreta tem bases exclusivamente metafísicas.

Tais estudos tendem a se concentrar na casca conceitual da antiquíssima filosofia perenne, desconhecendo dessa forma a existência de seu coração psicológico e espiritual.

Mestres El Morya, HPB e Lout-Humi, os autênticos autores de A Doutrina Secreta

domingo, 17 de maio de 2015

TIBETE, MAGIA E MISTÉRIO Alexandra David-Neel



Neste maravilhoso livro, Tibete, Magia e Mistério, a autora apresenta uma amostra do conhecimento da única tradição esotérica, que se espalha em nosso mundo (retomando força, atualmente), levando a uma pesquisa psíquica com o mesmo rigor de uma honesta investigação científica.

Se assim continuar, segundo a própria autora, 'tais pesquisas devem ajudar a elucidar o mecanismo dos assim chamados milagres. E uma vez que o milagre seja explicado, já não será mais milagre'.

A autora conheceu pessoalmente o Lama Kazi Dawa Samdup, autor de importantes traduções para o inglês dos textos tibetanos mais importantes, como O Bardo Thodol (clique no título desse livro, à venda na loja virtual ESOTERA) e 'Os Sete Livros Sapienciais do Mahaiana', para o entendimento dos quais, esta obra pode servir como leitura introdutória.




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QUEM FOI ALEXANDRA DAVID-NEEL
 

Alexandra David-Neel foi a primeira mulher ocidental a visitar Lhasa, a capital sagrada e proibida do Tibete, onde chegou em 1924, caminhando e disfarçada de mendiga tibetana.

Nasceu em Paris em 1868, antes dos 20 anos já contava em seu currículo com um livro de ideologia anarquista, uma viagem de bicicleta por Espanha, Itália e Suíça e estudos na Sociedade Teosófica com Madame Blavatsky.

Aos 25 já havia viajado para a Índia e a Tunísia. Nesse país estudou o Alcorão e praticou a religião islâmica

Conheceu o engenheiro ferroviário Philippe Neel, com o qual contraiu matrimônio em 1904, porém ela não havia nascido para viver casada, e sete anos depois, quando aos 43, fez as malas, deixou plantado o engenheiro e empreendeu viagem ao Egito, e de lá para o Ceilão, a Índia, o Sikkim, o Nepal e o Tibete.

Em 1912, em Kalimpong, converteu-se na primeira mulher ocidental a ser recebida pelo dalai-lama.

Na Índia conhece o que seria seu companheiro de aventuras pelo resto de sua vida, o jovem tibetano de 14 anos Yongden, que adotaria anos depois. Viaja para a Coreia e o Japão, onde tem como anfitriã a esposa de D. T. Suzuki.

Vive durante dois anos no monastério chinês de Kumbum, perto da Mongólia, estudando manuscritos budistas. Os monges a consideram uma irmã e a chamam de “lâmpada da sabedoria”.

Porém, Alexandra tem uma pendência: em sua anterior estada no Tibete, não pôde chegar à capital, Lhasa, a cidade proibida. Decide empreender de novo a aventura, e em 1921 parte com Yongden, três servos e sete mulas.

A viagem é perigosa por causa dos salteadores, do duríssimo clima e da complicada geografia, com passagens em montanha de 5 mil metros de altitude. E se não fosse pouco, os funcionários chineses e tibetanos se dedicam a obstaculizar a viagem.

Todas as vicissitudes dessa expedição são narradas por Alexandra David-Neel em sua obra Viagem a Lhasa.

Por fim, depois de três anos, disfarçada de mendiga tibetana, com o cabelo comprido e o rosto escurecido com graxa e cinzas, chega à cidade proibida.

Só seu afilhado, Yongden, permaneceu a seu lado.

Alexandra fica dois meses em Lhasa e logo regressa a Paris, descobrindo que acabara de se converter em uma celebridade.

Escreve vários livros, entre eles outra de suas obras mais célebres, Tibete, Magia e Mistério. De todas as partes a chamam para dar conferências.

Finalmente se estabelece em Digne, nos Alpes Franceses, onde segue escrevendo abundante produção literária, sempre acerca de suas viagens e o que nelas descobriu.

Em 1955, morre Yongden.

Em 1969, às vésperas de cumprir 101 anos e pouco antes de sua morte, Alexandra corre para renovar seu passaporte, "porque nunca se sabe".

Em 1973, as cinzas de Alexandra e Yongden são jogadas nas águas do sagrado rio Ganges.














BESTAS, HOMENS E DEUSES - Ferdinand Ossendowski

QUEM QUISER SE INICIAR TEMAS MUITO CONTROVERSOS, TAIS COMO A TERRA OCA, O REI DO MUNDO, AGARTHA (OU AGARTHI), SHAMBALA E MUITOS OUTROS NESTA LINHA, SUGERIMOS QUE COMECE PELO FAMOSO

BESTAS, HOMENS E DEUSES



Este é um dos maiores clássicos do ocultismo, imperdível para todos os estudantes de autoconhecimento, esoterismo, mundo subterrâneo e tradições ocultas do budismo.
http://esotera.com.br/livros/esoterismo-e-magia/bestas-homens-e-deuses-ossendowski
Trata-se das viagens empreendidas por um pesquisador russo, fugido do comunismo emergente, que viajou por diversos pontos da Ásia, como Índia, Tibet, Mongólia etc., e compilou diversas tradições, entre elas, sobre os mistérios do Rei do Mundo, reverenciado por inúmeros povos orientais como Changam (e relacionado com o Melquisedeck bíblico).


O Céu e a Terra não se movem, o vento não sopra e o Sol pára a sua trajetória. Todos os seres vivos ficam assustados e rezam, esperando que se cumpra seu destino...

É o que acontece toda vez que o Rei do Mundo, em seu palácio subterrâneo, reza procurando saber o destino dos povos da Terra.


Os dalai-lamas do Tibete e brâmanes da Índia escalaram cumes de montanhas que nunca tinham sido pisados por pés humanos e encontraram inscrições gravadas nas rochas, rastros de passos na neve e as marcas deixadas por rodas de viaturas, mas tudo em vão para alcançar o mundo subterrâneo e desvendar o misterioso enigma do Rei do Mundo.

Eis o relato do autor, Ferdinand Ossendowski, perseguido pelos bolchevistas e chegando a Urga, antiga capital da Mongólia, depois de cruciante e fantástica viagem, na qual se defronta com um dos mais importantes enigmas da história da humanidade: o Mistério dos Mistérios - o Rei do Mundo.

Ossendowski entrevistou-se com diversos altos sacerdotes budistas, os quais lhe relataram as tradições orientais sobre o grande Regente Planetário, Changam ou, mais conhecido na tradição judaico-cristã, Melquisedeck. Este é o Supremo Senhor da Evolução Planetária da Terra, o regente-mor de nossos destinos.

Imperdível e altamente recomendável; estudado e indicado como um livro seriíssimo por diversos Iniciados, como o VM Samael Aun Weor e outros.

Imperdível!

Autor: Ferdinand Ossendowski
264 págs.
14 x 21 cm
ISBN:
8528903214




 


QUEM FOI OSSENDOWSKI


Ferdinand Antoni Ossendowski (1876-1945) levou uma vida extraordinariamente aventureira (diz-se que serviu de inspiração a Hugo Pratt para criar o personagem de Corto Maltese).

Em sua juventude explorou a Sibéria e a Ásia Central a serviço do governo czarista (a Polônia de então formava a parte ocidental do Império Russo). Também participou nas revoltas estudantis contra o regime autocrático do czar Nicolau II e na revolução de 1905.

Condenado à morte em 1906, por mediação do conde Witte, foi-lhe comutada a sentença e Ossendowski cumpriu um ano de trabalhos forçados na Sibéria.

A partir desse momento, dedicou-se à literatura até que a Primeira Guerra Mundial e a tomada do poder pelos bolcheviques lhe envolveram em um furacão apocalíptico.

Foi membro do governo antibolchevique do almirante Kolchak, e depois da derrota e execução deste, iniciou-se sua odisseia, fugindo dos verdugos comunistas, percorrendo a taiga siberiana, as margens do Yenisei, cujas águas durante o degelo desciam cheias dos cadáveres das vítimas do terror vermelho.

Também atravessou a Transbaikalia, a região de Tuva, penetrou na Mongólia, onde se travava uma luta feroz entre os partidários da independência de Mongólia (auxiliados pelos russos brancos sob o comando do barão Roman von Ungern-Sternberg), o governo chinês e as hordas bolcheviques.

Suas aventuras aparecem relatadas em livros escritos por ele, principalmente Bestas, Homens e Deuses e O Homem e o Mistério da Ásia. Nestes, Ossendowski mescla os grandes acontecimentos históricos daqueles anos com as fabulosas lendas que os lamas do Tibete e da Mongólia lhe relataram, especialmente a famosa tradição sobre Rei do Mundo, Changam, que rege os destinos dos homens desde o seu palácio subterrâneo em Agartha.
 
Depois da invasão alemã da Polônia em 1939, uniu-se à resistência e morreu de causas naturais no dia 3 de janeiro de 1945.

Pouco depois, as tropas soviéticas vitoriosas ocuparam a Polônia e os agentes da NKVD, que andavam à sua busca, exumaram seus restos mortais para certificar-se de que estava realmente morto.

Durante o período comunista, todos os seus livros foram queimados e sua publicação na Polônia, proibida.





CHANGAM, OU MELQUISEDECK, O REI DO MUNDO








OSSENDOWSKI E SUA ESPOSA, SOFIA OSSENDOWSKA